
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Resumos de Novelas

terça-feira, 26 de agosto de 2008
ELEIÇÕES 2008: Pesquisas para as prefeituras de Fortaleza e Salvador

Pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (25) mostra que a atual prefeita e candidata à reeleição, Luizianne Lins (PT), subiu cinco pontos percentuais em relação ao último levantamento na disputa pela Prefeitura de Fortaleza (CE).
A petista subiu de 30% para 35% nas intenções de voto. Moroni Torgan (DEM) oscilou negativamente um ponto percentual, passando de 30% para 29%. Segundo o Datafolha, os dois estão em empate técnico no limite da margem de erro.
Patrícia Saboya (PDT) oscilou negativamente três pontos percentuais, de 22% para 19%. Renato Roseno (PSOL) aparece com 2% e Adahil Barreto (PR), 1%. Aguiar Júnior (PTC), Pastor Neto (PSC), Carlinhos (PCB), Luiz Gastão (PPS) e Fernando Filho (PSDC) não atingiram 1%.
Sílvio Frota (PAN) constava do disco apresentado aos entrevistados, mas não foi citado por nenhum deles. Brancos e nulos somam 6% e não sabem, 7%. O Datafolha ouviu 814 eleitores nos dias 22 e 23 de agosto.
A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi contratada pelo jornal 'O Povo' e registrada na Justiça Eleitoral com o número 82.961/2008. Segundo turno
Na simulação de segundo turno entre Luizianne Lins (PT) e Moroni Torgan (DEM), o Datafolha mostra empate técnico - a petista aparece com 47% contra 44% do democrata. Brancos e nulos somam 7% e não sabem, 2%.
Entre Luizianne Lins e Patrícia Saboya (PDT), também há empate técnico - a candidata do PT tem 46% e a do PDT, 45%. Brancos e nulos somam 8% e não sabem, 2%.
No outro cenário pesquisado, o Datafolha também aponta empate técnico entre Patrícia Saboya e Moroni Torgan. A candidata do PDT soma 45% contra 43% do adversário do DEM. Brancos e nulos somam 10% e não sabem, 2%.
Pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira (25) pela TV Bahia mostra o candidato ACM Neto (DEM) com 27% das intenções de voto na disputa pela Prefeitura de Salvador. Antônio Imbassahy (PSDB) aparece com 18%.
ACM Neto oscilou negativamente dois pontos percentuais em relação ao levantamento realizado nos dias 2 e 4 deste mês. Já Imbassahy caiu nove pontos percentuais - na pesquisa anterior, o tucano somava 27% das preferências.
O atual prefeito e candidato à reeleição, João Henrique (PMDB), permanece com o mesmo percentual da pesquisa anterior: 15%. Walter Pinheiro (PT) subiu sete pontos percentuais, passando de 6% para 13%.
Segundo o Ibope, Hilton Coelho (PSOL), que não pontuou no levantamento anterior, tem agora 1% das intenções de voto. Os votos brancos e nulos somam 14% e não sabem, 11%. Já 1% não respondeu.
O Ibope ouviu 602 eleitores em Salvador entre os dias 21 e 23 deste mês. A margem de erro da pesquisa é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) sob o número 28578/2008.
Segundo turno
O Ibope também fez simulações da intenção de voto em caso de segundo turno das eleições. Se a disputa fosse entre ACM Neto e Imbassahy, há empate técnico - o candidato do Democratas teria 36% e Imbassahy, 31%. Os brancos ou nulos somam 24% e não sabem/não opinaram, 9%.Entre ACM Neto e João Henrique, o candidato do DEM ficaria com 40% e o do PMDB, com 28%. Brancos e nulos totalizariam 24% e os que não sabem, 8%. Em disputa entre Imbassahy e João Henrique, o candidato do PSDB ficaria com 37% e João Henrique, com 27%. Brancos e nulos somariam 26% e os que não sabem, 9%.
domingo, 24 de agosto de 2008
EM CARTAZ: O melhor do cinema

Tempo: 110 min.
Lançamento: 22 de Ago, 2008
Classificação: 18 anos
James McAvoy, Morgan Freeman, Angelina Jolie, Terence Stamp, Thomas Kretschmann, Common, Kristen Hager, Marc Warren.
Timur Bekmambetov
Jim Lemley, Jason Netter, Marc E. Platt, Iain Smith
O Grande Dave ( Meet Dave, EUA, 2008)
Em busca de uma saída para evitar a destruição de seu planeta, seres extra-terrestres chegam à Terra. Eles possuem a forma de seres humanos, mas são bem menores. Para observar e aprender sobre a rotina terráquea eles passam a abrigar naves que tem o formato de humanos normais. Uma delas é Dave (Eddie Murphy), que precisa agir como uma pessoa normal para não despertar suspeitas.
Gênero: Comédia
Tempo:90 min.
Lançamento:08 de Ago, 2008
Classificação:Livre
Distribuidora:Fox Film
Elenco e créditos
Estrelando:
Elizabeth Banks, Eddie Murphy, Gabrielle Union, Ed Helms, Judah Friedlander, Shawn Christian.
Dirigido por:
Brian Robbins
Produzido por:
David T. Friendly, Todd Komarnicki
A Múmia: Tumba do Imperador Dragão ( The Mummy: Tomb Of The Dragon Emperor, Alemanha/ Canadá/ EUA, 2008)
Dessa vez, Rick O'Connell está em viagem à China, acompanhado do filho (já adulto) Alex, quando eles despertam a múmia de Han, o primeiro imperador de Quin. Trata-se de uma entidade que fora amaldiçoada pela bruxa Zijuan, milhares de anos atrás, e agora ameaça transformar o mundo num abismo. À dupla juntam-se também a esposa de Rick, Evelyn, e o irmão dela, Jonathan.
Gênero:Ação
Tempo:112 min.
Lançamento: 01 de Ago, 2008
Classificação:
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil
Elenco e créditos
Estrelando:
Maria Bello, Jet Li, Brendan Fraser, Michelle Yeoh, Luke Ford, John Hannah, Russell Wong, Isabella Leong, Anthony Wong Chau-Sang, Albert Kwan, Tian Liang
Dirigido por:
Rob Cohen
Produzido por:
Sean Daniel, Bob Ducsay, James Jacks, Stephen Sommers
LANÇAMENTOS EM DVD
Em Nome do Rei ( In The Name Of The King: a Dungeon Siege Tale, EUA/ Alemanha/ Canadá, 2007)
Uwe Boll é um cara polêmico. Conhecido por dirigir péssimas adaptações de videogames, assina a sua mais nova obra, baseada na série de jogos Dungeon Siege. Na história, o rei Konreid (Burt Reynolds) precisa defender seu castelo e seu povo do diabólico Gallian (Ray Liotta), que quer derrubá-lo. Um exército aterrorizante de monstros guerreiros, conhecidos como Krugs, é enviado pelo vilão. A vida de um fazendeiro (Jason Statham) muda quando seu filho é assassinado e sua mulher (Claire Forlani) seqüestrada. É quando ele entra para a luta.Leia a sinopse na íntegra.
Gênero:
Aventura
Tempo:
127 min.
Lançamento:
Jul de 2008
Distribuidora:
Flashstar Filmes
sábado, 23 de agosto de 2008
Eleições 2008: Saiba como está a disputa pelas prefeituras das capitais

Datafolha: em SP, Marta abre 17 pontos de vantagem sobre Alckmin
Instituto ouviu 1093 pessoas entre os dias 21 e 22 de agosto.Margem de erro é de três pontos percentuais.
Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (23) mostra que a candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, subiu cinco pontos percentuais em relação à pesquisa de julho e tem 41% das intenções de voto. Ela abriu 17 pontos de vantagem sobre Geraldo Alckmin, do PSDB, que caiu oito pontos e registra 24%. Antes, a vantagem da petista era de quatro pontos.
O instituto ouviu 1093 pessoas entre os dias 21 e 22 de agosto. Encomendada pela TV Globo e pelo jornal "Folha de S.Paulo", a pesquisa tem margem de erro de três pontos percentuais e foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo com o número 01900108-SPPE.
O candidato do DEM na disputa, Gilberto Kassab, oscilou três pontos para cima e tem agora 14%. Paulo Maluf, do PP, passou de 8% para 9%. Os dois seguem tecnicamente empatados.
Soninha Francine (PPS) manteve 2% das intenções de voto. Os candidatos Ciro Moura (PTC) e Ivan Valente (PSOL), que tinham 1% cada, não atingiram 1% neste levantamento. Edmilson Costa (PCB) e Levy Fidelix (PRTB) repetiram o desempenho da pesquisa anterior e não alcançaram 1%. Anaí Caproni (PCO) e Renato Reichmann (PMN), que não atingiram 1% no levantamento anterior, não foram citados nesta pesquisa. O percentual de eleitores que disseram que votarão branco ou nulo passou de 6% para 5%. Os que não souberam responder somam 4% contra 3% no último levantamento.
Segundo turno
Na simulação de segundo turno entre Marta e Alckmin, a petista aparece com 49% contra 44% do tucano. Se a disputa fosse entre Marta e Kassab, ela teria 55% e ele, 35%. Na hipótese de disputa entre Alckmin e Kassab, o tucano teria 57% e o democrata, 28%. Caso Marta fosse para o segundo turno com Maluf, ela venceria por 62% a 22%, informou o instituto. Se Maluf disputasse com Alckmin, o tucano teria 69% contra 18% do candidato do PP.
Instituto ouviu 829 pessoas entre os dias 21 e 22 de agosto.Margem de erro é de três pontos percentuais.
A primeira pesquisa Datafolha realizada após o início do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão, divulgada neste sábado (23), mostra que o candidato do PSB à Prefeitura de Belo Horizonte (MG), Márcio Lacerda, subiu 15 pontos percentuais em relação à pesquisa divulgada em 24 de julho e alcança 21% das intenções de voto. Com isso, ele está tecnicamente empatado com a candidata do PC do B, Jô Moraes, que oscilou de 20% para 17%, dentro da margem de erro da pesquisa, que é de três pontos percentuais. O instituto fez 829 entrevistas nos dias 21 e 22 de agosto. O levantamento, encomendado pela TV Globo e pela "Folha de S.Paulo", foi registrado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Minas Gerais com o número 56616/2008.
Leonardo Quintão, do PMDB, subiu de 9% para 13% das intenções de voto. A candidata do PSTU à disputa, Vanessa Portugal, passou de 6% para 4% e está empatada com Sérgio Miranda, do PDT, que passou de 5% para 4%. Gustavo Valadares (DEM) tinha 4% e agora tem 2%. As oscilações estão dentro da margem de erro. Os candidatos André Antonio Alves (PT do B) e Jorge Periquito (PRTB), que tinham 1% das intenções de voto na pesquisa anterior, não alcançaram 1% nesta pesquisa. Pepê, do PCO, repetiu o desempenho do levantamento anterior e não atingiu 1%. O total de eleitores que disseram que votariam branco ou nulo caiu de 22% para 14%. O percentual dos que ainda não sabem como vão votar passou de 26% para 24%.
Segundo turno
De acordo com o Datafolha, se o segundo turno ocorresse entre Lacerda e Jô Moraes, a candidata teria 34% contra 33% do adversário. Na simulação de segundo turno entre Jô Moares e Leonardo Quintão, ela apresentaria 38% contra 28% do candidato do PMDB.
Na disputa entre Jô Moraes e Vanessa Portugal, Jô teria 44% contra 18% da adversária. Se Jô disputasse com Sérgio Miranda, venceria por 43% a 18%. Se o adversário de Jô fosse Gustavo Valadares, ela venceria com 46% contra 14%.
O instituto ouviu 928 pessoas nos dias 21 e 22 de agosto.A margem de erro é de três pontos percentuais.
A pesquisa Datafolha sobre a disputa pela Prefeitura do Rio de Janeiro divulgada neste sábado (23) mostra que o candidato Eduardo Paes, do PMDB, subiu quatro pontos percentuais em relação à pesquisa divulgada no dia 24 de julho e registra 17% das intenções de voto. Com isso, há empate técnico entre três candidatos: Marcelo Crivella, do PRB, que caiu de 24% para 20% e Jandira Fhegali, do PC do B, que oscilou um ponto para baixo e tem 15% das intenções de voto. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para mais ou para menos. O instituto fez 928 entrevistas nos dias 21 e 22 de agosto. A pesquisa, contratada pela TV Globo e pelo jornal "Folha de S.Paulo", foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro sob o número RPE 22/2008.
O candidato do PV na disputa, Fernando Gabeira, passou de 7% para 8%. Solange Amaral, do DEM, foi de 5% para 7%. Chico Alencar, do PSOL, passou de 3% para 4%. O petista Alessandro Molon oscilou de 2% para 4%. Paulo Ramos, do PDT, tem 1% ante 2% no levantamento anterior. Vinícius Cordeiro, do PT do B, tinha registrado 1% na última pesquisa, mas na atual não alcançou o mesmo percentual. Repetiram o desempenho da pesquisa anterior e também não conseguiram 1% das intenções de voto: Eduardo Serra (PCB), Filipe Pereira (PSC) e Antônio Carlos (PCO). O total de eleitores que declarou voto branco ou nulo passou de 16% para 14%. Não sabem ou não responderam 9% contra 10% na pesquisa anterior.
Segundo turno
Simulação de segundo turno entre os candidatos Jandira Fhegali e Marcelo Crivella mostra que a candidata do PC do B venceria com 47% contra 35% do candidato do PRB. Se a disputa fosse entre Crivella e Eduardo Paes, o peemedebista teria 47% contra 33% do adversário.
Instituto ouviu 830 pessoas entre os dias 21 e 22 de agosto.Margem de erro é de três pontos percentuais.
Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (23) mostra que o candidato do PT à Prefeitura do Recife (PE), João da Costa, subiu 15 pontos percentuais e registra 37% das intenções de voto. Na pesquisa anterior, divulgada no dia 24 de julho, o petista tinha 22%.
O levantamento foi contratado pela TV Globo e pelo jornal "Folha de S.Paulo" e ouviu 830 pessoas entre os dias 21 e 22 de agosto. Com margem de erro de três pontos percentuais, a pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco sob o número 038/2008.
O candidato do DEM à disputa, Mendonça Filho, apresenta 26% das intenções de voto, queda de quatro pontos percentuais em relação à última pesquisa Datafolha, quando tinha 30%. O deputado federal Carlos Eduardo Cadoca (PSC), que tinha 22% na pesquisa anterior e estava empatado com João da Costa, caiu nove pontos percentuais e tem agora 13%. Raul Henry, do PMDB, oscilou de 7% para 5%, variação que está dentro da margem de erro da pesquisa. Edilson Silva (PSOL), Kátia Telles (PSTU) e Roberto Numeriano (PCB) mantiveram o mesmo índice da pesquisa anterior: 1% das intenções de voto. O total de entrevistados que afirmou que votaria em branco ou nulo passou de 8% para 7% nesta pesquisa. Os que não sabem ou não responderam são 9% contra 8% no último levantamento.
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quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Reportagem Superinteressante

É bem possível que você não tenha adotado nenhuma dessas medidas na vida prática. E ainda assim deseje com ardor que a Terra tenha salvação. Se o mundo está entrando em colapso, como afirmam vários dos cientistas mais alarmistas, então por que você não faz a sua parte? E será que, mesmo se não mudarmos os hábitos dramaticamente, o planeta tem salvação? Sim, até tem. É o que você vai descobrir a partir de agora.
A nova receita para salvar o mundo, dizem Nordhaus e Schellenberger, é investir com vontade em novas tecnologias. Algumas foram inventadas, mas precisam de ajustes para ser economicamente atraentes. Já outros desafios para diminuir o impacto negativo do homem no ambiente demandam pequenas revoluções tecnológicas. De uma forma ou de outra, é preciso muito dinheiro para obter grandes avanços no curto espaço de tempo que temos. Nordhaus e Schellenberger acham que os EUA, como maiores poluidores histórico, devem dar o exemplo e até orçam o investimento: US$ 300 bilhões em apoio a pesquisas, nos próximos 10 anos. Seria o equivalente em valores a um novo projeto Apollo, iniciativa americana que colocou o homem na Lua em apenas 8 anos e teve como subprodutos tecnologias que usamos até hoje. Os outros países deveriam fazer o mesmo. Não que o investimento privado em pesquisa deva ser descartado. Várias empresas estão fazendo sua parte, especialmente agora que a mudança para um comportamento sustentável não só é bom para publicidade mas pode reduzir custos. Uma gigante do ramo de higiene pessoal mudou o formato das embalagens de um xampu, economizando o equivalente a 15 milhões de recipientes por ano; várias empresas de coleta de lixo do mundo estão não só reciclando como também transformando os dejetos orgânicos em combustível por meio de miniusinas; shoppings estão trocando seus vasos sanitários por novos modelos que consomem 6 litros de água por descarga (cerca de 5 vezes menos que os modelos domésticos).
Em primeiro lugar, vamos aos combustíveis. Com a esperada míngua das reservas de petróleo, parece que o álcool combustível (etanol) veio para ficar. Um motor a álcool chega a emitir menos da metade (56%) de poluentes na atmosfera em comparação com um a gasolina. O Brasil, onde 98% dos carros fabricados hoje são flex (que aceitam álcool ou gasolina), é visto lá fora como exemplo de modelo sustentável. Por outro lado, vários analistas concordam que, se o etanol é um dos combustíveis do futuro, dificilmente a cana-de-açúcar, usada no Brasil, será a fonte definitiva para sua obtenção – são necessárias largas áreas para o cultivo, além de muita energia para a transformação da planta em álcool. Pior ainda é a situação do milho, bastante utilizado para obtenção de etanol nos EUA, que, de acordo com algumas pesquisas, consome mais energia para ser produzido do que é capaz de gerar. Além disso, o milho também é utilizado como comida, e seu emprego como combustível fez o preço de alguns produtos alimentícios dobrar no último ano no mercado americano, atual maior produtor e consumidor do cereal.
A solução, então, poderia estar na obtenção de álcool a partir da quebra da molécula de celulose, presente em todas as plantas. Enzimas ou bactérias geneticamente modificadas podem dar conta de processar a celulose e transformar o açúcar obtido em energia, com uma eficiência 84% maior que o álcool de cana. Lee Lynd, professor da Universidade de Dartmouth e um dos pioneiros nesse tipo de pesquisa, disse à revista Wired que “em 5 anos todas as questões que dificultam a conversão de biomassa de celulose em etanol serão resolvidas”, desde que o dinheiro seja investido em pesquisas. Em vez da cana-de-açúcar ou do milho, a matéria-prima seria a switchgrass, uma gramínea muito comum nos EUA que pode ser plantada até em terrenos rochosos, e em praticamente qualquer clima. De olho no futuro, a British Petroleum (BP), uma das bilionárias empresas européias exploradoras de petróleo, doou US$ 500 milhões a um programa de pesquisa sobre álcool vindo de celulose.
Cientistas da Universidade do Novo México (EUA) estão usando nanotecnologia para criar uma espécie de filme que têm células captadoras de energia solar que são tão finas que podem ser aplicadas como tinta, reduzindo o espaço necessário para implantação de um sistema assim. Outra tentativa, que fica pronta em 2013, é a de usinas solares na Espanha. Serão utilizados 624 espelhos para refletir a energia solar e aquecer água. O sistema funciona como uma termoelétrica comum: o vapor da água quente movimenta as turbinas, que geram eletricidade. O sistema abastecerá as 180 mil casas de Sevilha e será projetado para atender outras cidades européias.
A energia eólica parece tão atraente quanto a solar. Afinal, vento para movimentar as turbinas é algo que não falta. Mas o seu potencial é bem maior para grande escala (cidades, por exemplo) do que a solar. Nos últimos anos, alguns países europeus começaram a investir mais pesado na tecnologia e construir imensos complexos. A Alemanha já gera 30 GW de energia com suas turbinas, mais que o dobro da capacidade de Itaipu, ainda a maior hidrelétrica do mundo. O problema da eólica? Algumas horas venta muito, outras nada. O desafio está em armazenar o excesso de energia.
Enquanto as fontes de energia 100% limpas não são adotadas, uma boa idéia é renovar as velhas usinas. As termoelétricas de carvão, que são as maiores responsáveis pela poluição do setor energético, podem ser reformuladas. Dois novos sistemas estão em teste: um que transforma o carvão em uma espécie de gás – diminuindo a fumaça no processo – e outro que basicamente posiciona as chaminés voltadas para depósitos de água subterrâneos, fazendo com que a poluição não vá para a atmosfera.
As usinas nucleares, que por quase 20 anos foram demonizadas pelos ambientalistas, começaram a ser novamente vistas com bons olhos pelos governos – basicamente porque conseguem gerar muita energia em um espaço pequeno e sem produzir nenhum gás do efeito estufa. A questão da segurança avançou bastante – é improvável hoje que aconteçam acidentes como o que atingiu a cidade ucraniana de Chernobyl, em 1987 –, mas o maior problema ainda é o que fazer com o lixo atômico, altamente radioativo. Há alternativas: o Japão já recicla o urânio utilizado com cada vez mais eficiência. O Brasil, que gera mais de 70% da sua energia a partir de hidrelétricas, uma fonte um tanto limpa em comparação com as demais, também pode melhorar neste campo. Um estudo da USP mostra que a troca de turbinas nas usinas com mais de 20 anos pode aumentar a geração de energia em 8%, evitando assim a necessidade de construção de novas plantas.
É possível que, com tanto dinheiro sendo investido e a necessidade de geração limpa de energia, uma tecnologia de fato inovadora venha à tona e mude os paradigmas. Baterias de hidrogênio para armazenar energia estão cada vez mais próximas da realidade dos dias de hoje.
Do Japão vem mais um experimento: lá já se utiliza a diferença de temperatura das águas do oceano para movimentar turbinas. Funciona mais ou menos assim: a água quente da superfície é puxada para uma câmara de alta pressão, de onde se tira vapor. Do outro lado, circuitos puxam a água quase congelada do fundo. O encontro das duas águas faz o vapor se condensar rapidamente, movimentando turbinas que geram eletricidade.
Carros movidos a hidrogênio são caros ainda, mas já existem. No mês passado a prefeitura de Londres encomendou 10 ônibus movidos a esse combustível. O prefeito da cidade disse que o exemplo fará a demanda pelo hidrogênio aumentar e conseqüentemente baixar o preço da tecnologia.
O negócio é que, se a nova receita passa pelo investimento em tecnologia, ela não descarta a mudança de hábitos das pessoas. Como fazer com que todo mundo tenha essa consciência? A resposta é simples: oferecendo incentivo.
O psicólogo social Robert Cialdini, pesquisador da Universidade Estadual do Arizona, nos EUA, acha que a solução para reeducar as pessoas não precisa passar por novas leis, dedução de imposto ou ainda benefício fiscal. “Se pudermos apenas comunicar a mensagem de maneira mais efetiva, temos o sucesso praticamente sem custo”, escreve em seu novo livro, 50 Secrets from the Science of Persuasion (“50 Segredos da Ciência da Persuasão”, sem edição em português).
Três experimentos dão as dicas de como devem ser as campanhas para conscientização ecológica. O primeiro foi para tentar aumentar o reuso de toalhas por parte de hóspedes de hotéis. O aviso de “usar novas toalhas gasta energia para lavagem” não funcionava. Foi só trocar a frase para “a maioria dos hóspedes reusa a toalha” que houve um aumento de 26% na prática. Um outro estudo mostrou que as pessoas diminuíam o consumo de eletricidade ao ser informadas (delicadamente, pela conta de luz, por exemplo) que seus vizinhos haviam reduzido drasticamente seus gastos.
Moral da história: o melhor jeito de mobilizar as pessoas para colaborar com o ambiente é elaborar um jeito de atingi-las individualmente. Nada adianta apelar ao senso de coletividade.
Os cientistas da Universidade da Califórnia deram um interessante exemplo dos esforços para salvar o dragão-de-komodo, réptil enorme e muito menos simpático que os ursos e que também está à beira da extinção. O governo da Indonésia e a ong Nature Conservancy criaram o Parque Nacional de Komodo, em 1980, para proteger o bichão, e de quebra as florestas locais e algas das ilhas. O dinheiro arrecadado com o ingresso é reinvestido em projetos de turismo, pesca e cultivo de algas marinhas. Uma pesquisa realizada em 2006 mostra que quase toda a população de Komodo apóia a iniciativa, basicamente pelo dinheiro que gera para as pessoas e pelas melhorias para a comunidade.
“Sugerimos que, em vez do mapeamento dos 10 ou 25 principais locais que necessitam de proteção da riqueza da flora nativa, busque-se identificar ecossistemas salva-vidas – áreas com índices elevados de pobreza, onde grande parte da economia depende dos sistemas naturais e os serviços do ecossistema estejam seriamente degradados”, aconselharam Kareiva e Marvier, criticando a estratégia dos hotspots (grandes ecossistemas de preservação) como solução. É o que se costuma chamar de desenvolvimento sustentável.
Para Nordhaus e Schellenberger, porém, depois de 30 anos de militância com algumas vitórias políticas significativas, duas questões fundamentais na ação desses grupos precisam ser mudadas com urgência. Uma é na forma com que eles preferem incentivar as empresas, governos e pessoas: sobretaxando ou proibindo, por exemplo, os combustíveis fósseis. Para os pós-ambientalistas, o foco deve ser investir no barateamento das energias renováveis. “O telefone não substituiu o telégrafo porque este último foi proibido. Substituiu porque era infinitamente melhor”, afirmam eles. Da mesma forma, se formos pensar em tecnologias atuais, um e-mail substitui as cartas em papel com muito mais eficiência e rapidez – além de não sacrificar nenhuma árvore para ser enviado.
“É importante lembrar que a tecnologia sem a alma das pessoas não vai ser suficiente. A aplicação dessas tecnologias é importante, claro, e os ambientalistas podem ajudar a popularizá-las, como já têm feito”, afirma Adam Werbach, um dos 7 conselheiros mundiais do Greenpeace. Talvez seja necessária, então, uma certa mudança do discurso catastrofista. “Eu hoje acredito que salvar a nós mesmos depende não da nossa habilidade de chocar e conseguir espaço na mídia, e sim de inspirar as pessoas”, diz.
Já Paul Watson, ativista ambiental há quase 40 anos e fundador do Sea Shepard, movimento contra a pesca predatória nos oceanos, discorda que os ecologistas estejam nos dias de hoje usando estratégias ultrapassadas na missão de salvar o planeta. “A maior parte do progresso do movimento ambientalista foi conseguida por indivíduos e grupos focando objetivos específicos. É o sucesso acumulativo desses objetivos que faz o movimento”, diz. Por outro lado, tem muito ambientalista por aí revendo seus conceitos. É o caso de Carl Pope, diretor executivo do Sierra Club, a mais antiga organização ambientalista do mundo, fundada em 1892, nos EUA, e que hoje conta com 600 mil membros ativos. “A tarefa do ambientalismo no século 21 é totalmente diferente da que definiu o próprio movimento no século 20. Por 100 anos, aqueles que se chamavam primeiro de conservacionistas e depois ambientalistas definiram sua tarefa como sendo de limitar e depois limpar uma ordem industrial existente. Para os próximos 100 anos, nossa tarefa é dar forma, desenhar e acelerar a chegada de uma nova e sustentável ordem econômica.” Que assim seja.
21,3% - Geração de energia
É o principal poluente porque, segundo o IPCC, 40% da energia elétrica do mundo é gerada a partir da queima de carvão. A China, por exemplo, consome pouco mais de 1 bilhão de toneladas de carvão por ano, ou seja: 37% do consumo mundial.
16,8% - Processos industriais
Segundo a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a indústria desperdiça 24% de toda a energia gerada só no estado de São Paulo. Isso se deve aos motores antigos e máquinas construídas quando não havia a preocupação com eficiência energética.
14% - Transporte
O desafio agora é fazer veículos que andem mais com menos combustível. A União Européia estabeleceu que todos os carros comprados no continente têm de fazer no mínimo 18 km/l a partir de 2012. O governo dos EUA já oferece dinheiro a quem comprar carros híbridos (que funcionam a gasolina e eletricidade e consomem menos).
12,5% - Agricultura
A ONU estima que 30% da terra habitável no mundo é usada para a pecuária. O grande problema é que os bovinos soltam de 300 a 500 litros de metano por dia. Cientistas do Reino Unido estudam novas substâncias para a alimentação das ovelhas que podem diminuir em até 70% suas emissões de metano.
11,3% - Exploração e distribuição de combustíveis fósseis
A gradual substituição da gasolina como principal combustível deve diminuir o impacto da exploração do petróleo. Mas não se deve esperar nenhuma mudança significativa antes de 2030.
10,3% - Uso comercial e residencial
Sensores de prédios que ligam a luz apenas quando alguém está presente ou aparelhos que desligam os eletrodomésticos em stand by estão cada vez mais populares e reduzem o desperdício. O chuveiro elétrico, que representa até 35% da conta de luz de uma casa, está sendo remodelado: um protótipo desenvolvido no Brasil reaproveita o calor da água, reduzindo em até 40% o consumo.
10% - Uso da terra e desflorestamento
O aumento da fiscalização e do patrulhamento da floresta Amazônica já diminuíram o desmatamento nos últimos anos. Outra solução para controlar as emissões é plantar árvores. Pelos cálculos de Bjørn Lonborg, a temperatura média de uma cidade pode cair quase 2 °C se forem plantadas 11 milhões de árvores.
3,4% - Lixo e tratamento
Enquanto os custos de reciclagem são altos, países como a Suécia e a Inglaterra adotam cada vez mais a queima do lixo. O entulho orgânico gera gás metano, que é encanado para a geração de energia. Em vários países da Europa, uma máquina que recolhe latinhas de refrigerante (e paga para quem deposita) é bastante popular.
*Outros efeitos com valores menores de 1%, que somam as emissões de metano, gás carbônico e óxido nitroso. Fonte: Instituto Max Planck (Alemanha).
Reutilize
Compre e venda coisas usadas, ou pergunte se alguém está interessado em algo seu antes de jogar fora. Há um site chamado www.freecycle.org (ainda pequeno no Brasil, mas forte na Europa), em que as pessoas anunciam o que pretendem jogar fora – de uma mesa de pebolim a azulejos de banheiro. Fazer produtos circular por mais tempo economiza seu dinheiro e freia a indústria de produtos cada vez mais descartáveis.
Limpe a caixa
Ligue para os anunciantes pedindo que parem de mandar lixo para o seu correio, como catálogos que você não vai nem olhar. Nos EUA há uma firma especializada em ligar para esses anunciantes. Eles estimam que cada pessoa receba cerca de 60 kg de lixo postal por ano. Muitas árvores são economizadas e sua caixa de correio não fica mais abarrotada.
Mude a dieta
Fique pelo menos um dia na semana sem comer carne vermelha. Além de ser bom para as artérias, a pecuária extensiva responde por 18% das emissões de gases do efeito estufa. O cocô e o arroto das vaquinhas, ricos em metano, são piores que os canos de descarga dos jipões dos americanos. Além disso, para processar 1 kg de carne vermelha são necessários 200 litros de água.
Mostre para seus chefes as maravilhas da internet e do telefone. Se você trabalha numa grande empresa, tente trocar uma longa viagem por video conferências ou e-mails. A Sun Microsystems, dos EUA, foi além: deu a 56% de seus funcionários a opção de trabalhar em casa. Pelas próprias contas, no ano passado economizou US$ 67 milhões em espaço de escritório, evitou a emissão de 29 mil toneladas de CO2 e aumentou a produtividade em 34%. Mostre os números ao setor de RH.
Vista roupas leves.
OLIMPÍADAS 2008: Após derrota para chinesas, Renata e Talita lamentam erros e frustração

Talita diz que dupla brasuca precisa levantar a cabeça para pensar nas Olimpíadas de 2012
Apesar da tradição brasileira nas areias, Renata e Talita chegaram a Pequim sem fazer alarde. No entanto, conseguiram chegar até a disputa pelo bronze após perderem diante das americanas Walsh e May, que acabaram conquistando o bicampeonato, nas semifinais. Após a derrota para as chinesas Xue e Zhang Xi na briga pelo terceiro lugar, a dupla se emocionou ao lembrar sua campanha nos Jogos. - Não éramos favoritas para nada e chegamos até aqui. Mas fica a frustração por termos chegado tão perto - lamenta Renata.
Talita lembrou que a parceria cometeu muitos erros, facilitando a vida das chinesas.
- Podíamos ter jogado melhor, cometemos muitos erros. No primeiro set, a gente errou muito saque. Foram cinco. Em um jogo que termina 21 a 19, isso faz a diferença. Jogamos no limite, mas, infelizmente, os erros aconteceram.
Embora triste, a dupla garantiu que levará boas lembranças da China e utilizará a experiência adquirida para brilhar nos Jogos de 2012, em Londres.
- Vamos ter boas recordações do que fizemos na China, na nossa campanha nas Olimpíadas. Mas vamos lembrar que, no último passo, não conseguimos. Agora vamos começar a pensar em mais quatro anos de trabalho. A classificação olímpica está marcada para 2011, mas o trabalho começa para todas em 2009. Não podemos nos afundar, isso serve de lição para o futuro - diz Talita.
OLIMPÍADAS 2008: Brasileira zera percurso e lidera na final dos saltos. Pessoa segue com chances

A amazona brasileira Camila Mazza de Benedicto aproveitou da melhor forma possível, nesta quinta-feira, a vaga que herdou para a final individual dos saltos nas Olimpíadas de Pequim.
Ela e o cavalo Bonito Z completaram o primeiro percurso da fase decisiva sem cometer faltas e se classificaram em primeiro lugar para a última rodada, que decidirá a medalha de ouro. O atual campeão olímpico da prova, Rodrigo Pessoa, cometeu uma falta e ficou empatado na 11ª posição. Além de Camila, nove cavaleiros completaram o primeiro percurso da final sem cometer faltas, e 12 conjuntos, inclusive Pessoa, derrubaram um obstáculo. Ao todo, 22 cavaleiros vão à segunda e última fase da final, e qualquer um pode ficar com a medalha de ouro. A decisão está prevista para começar às 11h10m (de Brasília) desta quinta-feira.
Estreante em Olimpíadas, Camila Mazza ficou em 38º lugar na fase classificatória e nem disputaria a final não fosse pela desclassificação de quatro cavalos, flagrados no antidoping. Entre eles, Chupa Chup, montaria do também brasileiro Bernardo Alves. Terceira a entrar na pista do Centro Eqüestre de Hong Kong, Camila foi a primeira a zerar o percurso. A brasileira contou com uma pitada de sorte, já que seu cavalo tocou com as patas traseiras em um dos obstáculos, que balançou, mas não foi ao chão.
OLIMPÍADAS 2008: Brasil cala o alçapão chinês, faz história e chega à sua primeira final em Olimpíadas

Como se não bastasse o trauma de perder quatro semifinais olímpicas seguidas, a seleção feminina de vôlei tinha dois obstáculos de peso nesta quinta-feira. Do outro lado da rede, estavam as atuais donas da medalha de ouro e, em volta delas, uma torcida apaixonada que não parava de gritar. Pois a temida China, desta vez, não deu nem para a saída.
História em Pequim: a seleção feminina bateu a China e vai disputar uma final olímpica pela primeira vez
A equipe de Zé Roberto Guimarães despachou as donas da casa com um sonoro 3 a 0 (parciais de 27/25, 25/22 e 25/14) e fez história em Pequim, garantindo vaga na final dos Jogos pela primeira vez. A festa das jogadoras após o jogo deixava claro o tamanho da conquista. O próximo desafio é a grande decisão contra as americanas, neste sábado, às 9h (de Brasília).
- A gente passou por essa barreira. Está aí a prova - afirmou Mari, melhor jogadora da partida.
Trauma superado
A vitória redentora veio na quinta semifinal olímpica consecutiva para o Brasil. Em Barcelona-1992, a derrota para a então União Soviética não chegou a ser um trauma. Era a primeira vez que o Brasil chegava entre os quatro melhores. A partir daí, contudo, o fracasso virou drama.
Em Atenas-1996, o time tinha Ana Moser, Márcia Fu e Fernanda Venturini, mas foi derrotado por Cuba numa partida que acabou em briga. Quatro anos depois, em Sydney, mais um tombo diante do mesmo adversário. Em 2004, o ponto alto da tragédia: após abrir 24 a 19 contra a Rússia, no quarto set, a seleção permitiu a virada que ficou famosa.
Susto no início
Com a torcida barulhenta a favor e o status de atual campeã olímpica, a China abriu logo 3 a 0 no início do primeiro set. O Brasil só pontuou com uma bola de fundo de Mari – a defesa mandou para fora. O time da casa não deixava as brasileiras se aproximarem e, com 5 a 1, José Roberto Guimarães pediu tempo. A parada esfriou as chinesas, que passaram a cometer erros bobos. Percebendo a dificuldade das companheiras de meio, principalmente de Mari, Paula Pequeno passou a explorar o bloqueio. Sheilla fez o mesmo e ampliou o leque de opções da levantadora Fofão. Após um bloqueio de Paula, o técnico Chen Zhonghe resolveu mexer no time. Só faltou combinar com Mari, que começou a se tornar um dos principais nomes do jogo. Walewska pôs o Brasil na frente com um saque flutuante: 18 a 17. Mesmo após um tempo do treinador chinês, Sheilla pôs no chão uma bola de contra-ataque. As brasileiras chegaram a 20, mas permitiram o empate. Com 21 a 21, Sassá entrou para sacar. A troca de pontos se estendeu até um bloqueio de Fabiana e uma cravada de Sheilla. Era o fim do primeiro set: 27 a 25.
Brasil consegue impor seu jogo
Na segunda parcial, o Brasil pulou na frente. A forte defesa da China, no entanto, dificultava a vida da equipe verde-amarela. As ponteiras Paula Pequeno e Mari, além da oposta Sheilla, continuavam sendo as bolas de segurança de Fofão. O meio-de-rede, por sua vez, estava tão bem marcado que Walewska só conseguiu fazer seu primeiro ponto na partida após o segundo tempo técnico obrigatório. O placar mostrava 17 a 15 e, conforme o tempo ia passando, a torcida ia se acalmando no ginásio.
Um bloqueio de Sheilla deixou o Ginásio da Capital em silêncio. Mas foi por pouco tempo. A China logo apertou no placar, e Zé Roberto colocou Jaqueline e Thaisa no lugar de Paula Pequeno e Fabiana. As alterações confundiram as adversárias. A rede do Brasil aumentou e as chinesas não sabiam onde colocar a bola. Mari, até então o nome do jogo, desperdiçou dois ataques. Quando o Brasil abriu 24 a 20, o fantasma de Atenas mandou um recado. As chinesas fizeram dois pontos seguidos, mas a reação parou por aí. Um saque de Ruirui para fora garantiu mais um set para a seleção brasileira: 25 a 22.
Fim de jogo arrasador
Mari continuou sendo o destaque do Brasil no terceiro set. Além de fugir do bloqueio da China, a ponteira foi fundamental no saque. Com flutuantes, ela conseguiu quebrar o passe chinês e garantiu a liderança. A diferença no marcador logo passou de três para oito pontos. O técnico chinês gritava à beira da quadra, pediu tempo, conversou com suas atletas, mas de nada adiantou. Concentradas, as brasileiras pouco erravam. Já do outro lado, o nervosismo reinava. Com 23 a 14, Jaqueline entrou em quadra. E foram dela, em dois saques seguidos, os pontos que garantiram a primeira final olímpica do vôlei feminino verde-amarelo.
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