
Desesperada, uma senhora procura um padre.
Divirta-se!

A novela começa em 1962, ano da conquista do bicampeonato mundial de futebol pelo Brasil, quando, na cidade de Guariba, Herculano Quintanilha é traído pelo companheiro de trapaças, Neco da Silva, que foge com o dinheiro angariado para a reforma da igreja do lugarejo com a conversa dos "arquitetos". Herculano é humilhado em praça pública e foge para o Rio de Janeiro, deixando a mulher, Doralice, e o filho pequeno, Alan, prometendo vir buscá-los um dia. A história, então, começa a se passar no ano de 1974, doze anos depois, quando Herculano trabalha numa churrascaria, fazendo apresentações na pele de um tarólogo, astrólogo, cartomante, quiromante e assemelhados. Numa de suas apresentações, reconhece entre os clientes o amigo traidor, Neco, de quem novamente se aproxima, porém cheio de mágoa e à espera de uma oportunidade para se vingar.
Paralelamente(a princípio), corre a história da milionária família Hayalla, capitaneada pelo patriarca Salomão, que é casado com a fútil Clô e pai de Márcio, um jovem que se diz enviado de São Francisco de Assis e rejeita a riqueza da família. Salomão sempre planejou que o filho tomasse conta de tudo um dia, mas o rapaz não se mostra nem um pouco propenso. Márcio resolve sair de casa, depois de ser internado num hospício, fugir e se desentender mais uma vez com o pai. Nessa fuga, conhece Herculano, que se aproxima aos poucos dos Hayalla, graças a uma de suas clientes, Beatriz, secretária da diretoria do grupo. É também através de Beatriz que, na churrascaria, Herculano conhece Amanda Mello Assumpção, diretora da construtora que leva o seu nome de família e ex-mulher de Samir Hayalla, um dos tios paternos de Márcio.
Márcio passa a morar com Herculano e conhece Lili, cunhada de Neco, moça humilde que não pensa em depender de homem nenhum para tocar a vida, trabalhando na barbearia do cunhado e até como taxista. Contrariando os desejos de sua família, que quer vê-lo casado com Jose, irmã de Amanda, Márcio se apaixona pela suburbana Lili, com quem se envolve. Para complicar ainda mais, Lili se divide entre Márcio, a quem ama de verdade, e o bondoso açougueiro Natal, apaixonado pela moça. Herculano e Amanda também se envolvem amorosamente.
No capítulo 42, dá-se a notícia:Salomão Hayalla está morto, seu carro fora encontrado em destroços no Alto da Boa Vista. Depois, descobre-se que, na verdade, ele havia morrido antes, misteriosamente assassinado, e o criminoso planejou tudo para que parecesse um acidente. Márcio então cumpre os desejos do pai, com remorso:assume a direção das empresas, tendo Herculano como braço direito, e se casa com Jose, com Lili sendo afastada dele por uma trama de Clô, a qual acaba fazendo a moça passar algum tempo na cadeia. Enquanto Herculano galga cada vez mais rápido postos na hierarquia das empresas dos Hayalla, corre a investigação em torno da morte do patriarca. Márcio segue apaixonado por Lili, dividida entre ficar com ele ou casar com Natal. Jose é infeliz no casamento, e o filho de Herculano, Alan, vai morar com o pai no Rio de Janeiro.
Herculano, valendo-se de sua alta posição nas empresas, trai a confiança de Márcio e ganha muito dinheiro em transações escusas. O crime do passado em Guariba e os expedientes atuais são descobertos por Samir(empenhado graças ao despeito por Amanda tê-lo trocado pelo "professor"), e Herculano foge. Jose morre e Márcio pode, enfim, viver ao lado da amada e do filho, Chiquinho. É descoberto o assassino do milionário:Felipe Cerqueira, jovem com problemas com entorpecentes, amante de Clô, o qual agira com a cumplicidade do amigo cabeleireiro Henri. Amanda vai ao encontro de Herculano, num país da América Central onde ele exerce função de confiança junto ao velho presidente. À chegada da mulher, Herculano fica muito feliz, mas, a um chamado do presidente, sai, dizendo não demorar. Sozinha, Amanda compreende que o poder é o que de fato importa ao homem a quem ama, voltando ao Brasil e preferindo para sempre perdê-lo.



Em abril de 1968, ocorreu uma grande manifestação de protesto em Washington, a capital americana. Inconformados com o assassinato de Martin Luther King Jr., milhares de jovens negros que viviam nos bairros pobres invadiram a região central, queimaram lojas, destruíram vidraças e, num ambiente de violência, medo e descontrole, enfrentaram a polícia, perseguiram e agrediram cidadãos comuns. Doze pessoas morreram, mil ficaram feridas, 6 mil foram presas. “Foi um inferno que ninguém consegue esquecer”, disse-me o comerciante Alvin Lann, de 80 anos, que meses atrás revisitou o cruzamento da Rua U com a 17, centro das brutalidades.
Quarenta anos depois, na noite de terça-feira passada, milhares de jovens – negros, brancos, hispânicos – ocuparam as ruas da capital dos Estados Unidos. Concentrados em frente à Casa Branca, gritavam palavras de ordem, xingavam George W. Bush, trocavam beijos cinematográficos. Ninguém foi preso, ninguém foi ferido. A manifestação atravessou a madrugada. Os rapazes cantavam nas esquinas, moças improvisavam passos de balé nos parques da cidade. Foi uma noite tão alegre, ordeira e pacífica que não se ouviu o ruído de um vidro quebrado. A polícia não agiu. Limitou-se a estacionar automóveis em pontos estratégicos – sirenes desligadas. Não era um protesto, era uma celebração, que se repetiu pelas principais cidades americanas na semana passada.
Na noite de terça-feira, o senador Barack Hussein Obama, que tinha 7 anos de idade quando Martin Luther King Jr. foi assassinado, recebeu 52% dos votos e tornou-se o primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos. Conseguiu 43% dos votos dos eleitores brancos – porcentagem idêntica ao melhor desempenho do ex-presidente Bill Clinton nessa faixa específica do eleitorado e ligeiramente superior à de todos os demais candidatos do Partido Democrata, fora Jimmy Carter. Obama ainda conquistou eleitores em Estados que sempre foram fortalezas republicanas, como a Virgínia, sede da República Confederada, aquela aliança de oligarcas escravistas que fez uma guerra civil para defender o cativeiro, no século XIX.
Sob inspiração de Obama, o Partido Democrata ganhou um novo governo estadual, consolidou a maioria no Senado – por 56 votos a 44, sem contar três Estados com apurações mais demoradas – e reforçou a vantagem da Casa de Representantes, que agora é de 257 deputados contra 178. Em 20 de janeiro de 2009, Barack Obama entrará na Casa Branca para governar o país mais poderoso do planeta, que possui a maior economia e alimenta a cultura mais influente. “Obama é a liderança de que os Estados Unidos precisam”, diz Daryl Clay, contador numa igreja evangélica de Washington. Nos últimos dez meses, ele dedicou suas horas livres à máquina de 5 millhões de voluntários que ajudaram a carregar a candidatura de Barack Obama até a vitória – e, na terça-feira à noite, levou a mulher para se manifestar em frente à Casa Branca.
A vitória de terça-feira marcou um ponto sem retorno na evolução das relações sociais – num evento mais profundo e duradouro que o convívio entre brancos e negros. Mas o lugar e o futuro de Obama na história de seu país serão decididos por fatores que não dependem exclusivamente de sua vontade nem de sua capacidade de mobilizar a população americana com uma retórica original e eficiente. Ao trocar o figurino de candidato pelo de presidente, substituindo os símbolos eleitorais por realizações concretas, Obama vai enfrentar o mesmo pesadelo que derrubou as últimas esperanças de seu adversário, o republicano John McCain – o colapso de uma economia que enfrenta sua pior crise em três gerações.



| Edu Moraes/Rede Record |
| |
| |
| |
| |

Já se desconfiava que pitadas a mais de proteína na dieta evitariam ataques de gula. E nesta semana o British Journal of Nutrition publicou um trabalho surpreendente que, na verdade, foi realizado em solo americano, mais especificamente na Universidade Purdue, por um time liderado pelo nutricionista e doutor em ciência dos alimentos Wayne W. Campbell. “O horário em que você consome a proteína faz toda a diferença para aproveitar esse efeito saciedade”, sentencia o pesquisador, em entrevista a esta coluna.
Ele conta que, para o estudo, recrutou homens acima do peso na faixa dos 40 anos. Todos seguiram uma alimentação equilibrada de baixas calorias, fracionada em cinco refeições. Mas havia diferenças. Parte do grupo recebeu uma dieta com um teor, digamos, convencional de proteínas. Para o restante, porém, os nutricionistas criaram um programa alimentar com o mesmo valor calórico, mas com uma participação maior de fontes protéicas. De 18% a 25% das calorias consumidas vinham de alimentos ricos em proteínas.
“Já esperávamos que essa turma sentisse menos fome ao longo do dia”, admite Campbell. “O que eu me intrigava mesmo era descobrir o seguinte: se essas pessoas concentrassem mais proteínas em uma determinada refeição, será que isso faria alguma diferença? Vimos que sim.”
Para chegar a essa conclusão, ele dividiu os voluntários que comiam mais proteína em quatro grupos. O primeiro distribuiu os alimentos protéicos por todas as refeições. O segundo reforçou a presença das proteínas no café-da-manhã. O terceiro comeu mais de suas fontes no almoço e o quarto, no jantar. Todos os participantes tinham de responder perguntas sobre como andava a sua fome, se tinham vontade de devorar bombons no meio da tarde e coisas assim. Não bastasse isso, de vez em quando se submetiam a testes de sangue para medir hormônios envolvidos com a saciedade.
Cruzadas todas essas informações, os cientistas notaram que não fazia muita diferença distribuir todas as porções protéicas ao longo das refeições ou deixá-las para o almoço e o jantar. No entanto, caprichar na proteína do café-da-manhã, ah, isso sim, era uma ajuda e tanto, capaz de multiplicar por quatro, muitas vezes até por cinco a intensidade e a duração da sensação de saciedade.
“Por que isso acontece? Bem, nós ainda não sabemos. Mas trata-se da primeira evidência científica de que o horário de consumo das proteínas faz diferença e uma revelação assim, sem dúvida, pode ajudar pessoas que precisam perder peso de uma maneira mais saudável, sem apelar para saídas malucas.”
O especialista lembra que, por ironia, muita gente prefere comer mais proteínas à noite e comenta que um café-da-manhã capaz de prevenir ataques de fome não tem nada de outro mundo, “principalmente nos países onde as pessoas têm o bom hábito de tomar leite no desjejum.” Ele aconselha que você complemente o leite desnatado com duas porções de alimentos protéicos. Uma porção equivaleria a um ovo cozido ou uma omelete simples preparada sem gordura ou feita só de claras; duas fatias finas de peito de peru ou de presunto light ou, ainda, de queijo light também; uma colher de sopa de queijo cottage; um copo de iogurte desnatado batido com adoçante, entre outros exemplos.
Blog Revista Eletrônica- A TV mais perto de você Copyright © 2011 -- Template created by O Pregador -- Powered by Blogger